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28/09/2021 às 11h01min - Atualizada em 29/09/2021 às 00h00min

Mamografia pode reduzir em até 30% a possibilidade de morte por câncer de mama

Às vésperas do mês mais simbólico da luta contra a doença, especialista reitera preocupação com a redução na procura pelo exame e destaca “quanto mais cedo o diagnóstico, melhores as chances de sucesso do tratamento”

SALA DA NOTÍCIA Viviane Melém
sabin.com.br
Divulgação
Chega a quase 50% o percentual de mulheres que deixaram de realizar exames de mamografia em 2020, por causa da pandemia. Os dados são da Sociedade Brasileira de Mastologia, entidade que estima que esse retardo pode causar impacto significativo no futuro, quanto à mortalidade pelo câncer de mama no país.

Outro levantamento, apresentado pela Fundação do Câncer – com base nos números dados do Sistema Único de Saúde (SUS) – revelou queda de 84% na quantidade de mamografias realizadas no ano passado, na comparação com o mesmo período de 2019. Na rede privada, os índices também acenderam o alerta. Segundo a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), houve diminuição de 53% de mamografia em 2020. No total, 1,5 milhão de exames deixaram de ser feitos entre os meses de março e dezembro.


A poucos dias do mês do “Outubro Rosa” o cenário delicado quanto a esse cuidado preventivo tão importante com a saúde das mamas preocupa especialistas. “Um diagnóstico tardio pode causar danos sérios não só para pacientes, mas também para o sistema de saúde”, afirma o médico do Grupo Sabin Medicina Diagnóstica, Dr. Egídio Cuzziol.
               
A preocupação do especialista é legítima e pode ser comprovada no mais recente estudo do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), que revelou desigualdade na distribuição de equipamentos de mamografia no país. O balanço mostra que no Sistema Único de Saúde (SUS), a oferta média de mamógrafos é de 1,3 aparelho – cerca de 100 mil habitantes. No total, 2.102 mamógrafos estão disponíveis para atendimento na rede nacional do SUS e cerca de 40%, concentram-se na região Sudeste – São Paulo fica com a maior fatia, 402. A Região Norte detém a pior cobertura com apenas 145 aparelhos. “Essa realidade é muito preocupante, principalmente se observarmos, por exemplo, que 95% dos casos de câncer de mama no país têm chance de cura se detectado precocemente. A falta ou atraso do diagnóstico pode desencadear consequências desastrosas, já que estamos falando de uma doença que leva a óbito mais 17 mil mulheres todos os anos aqui no Brasil”, analisa o especialista.

Ainda de acordo com o médico, o exame é indicado para mulheres e homens e alerta “Vimos muitos pacientes deixarem de lado a prevenção, mas é muito importante que a rotina de cuidados seja uma prioridade de todos. Homens e mulheres devem redobrar atenção com a saúde em todos os estágios da vida e a medicina diagnóstica é uma grande aliada nesta jornada. Hoje, a evolução e as metodologias cada vez mais avançadas nos permitem entregar laudos mais rápidos e precisos para o sucesso da jornada dos pacientes e melhor desfecho clínico”, destacou Cuzziol e completou “Atualmente, mais de 70% das decisões clínicas brasileiras passam pela medicina diagnóstica e inúmeros estudos mostram a importância de exames como a mamografia, por exemplo, para detectar tumores não observados em autoexames”.

Rede privada realizou metade das mamografias no Brasil.
Os números da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que as mulheres somam mais de 52% do total da população brasileira e segundo o levantamento, pouco mais de 58% das entrevistadas, de 50 a 69 anos, declararam terem feito exame de mamografia há menos de dois anos e metade delas no Sistema Único de Saúde (SUS). A outra parte procurou atendimento na rede privada. “Essa preocupação é de total importância já que a mamografia é o único exame de rastreamento capaz de reduzir em até 30% a possibilidade de morte por câncer de mama”, declarou.

Indicado para mulheres com idade entre 40 anos a 74 anos, a mamografia é um dos exames mais procurados por pacientes do Grupo Sabin, que buscam atendimento humanizado e exames de alta qualidade e precisão. Além disso, o especialista aponta ainda outros benefícios. “Além de reduzir os traumas físicos – com a detecção precoce é possível iniciar rapidamente o tratamento e torna-lo menos invasivo –, há maior chance de sobrevida dos pacientes (pacientes diagnosticadas precocemente, apresentam chance de sobrevida entre 93 e 100%, mas, infelizmente, esse percentual não passa de 72% para os diagnósticos tardios”, concluiu.



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