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11/06/2019 às 14h44min - Atualizada em 11/06/2019 às 14h44min

Maringá: Parque do Japão fechado até sexta para investigar morte de carpas.

Da Dir. Com. Maringá.
Aldemir de Moraes\PMM


O Parque do Japão de Maringá permanecerá fechado até sexta, 14, reabrindo no sábado, 15. O fechamento do parque é necessário para  compreensão de fenômeno que causou a morte de mais de duas centenas de carpas nos últimos 15 dias. Análise inicial em exemplares mortos, coletados no último dia 5 e realizados pela UEM, não foram conclusivos. 
 
Em reunião realizada na tarde desta segunda, 10, com a presença de especialistas da UEM e Unicesumar, instituições de ensino que mantêm convênio de assessoria com o Parque do Japão, decidiu-se pela interrupção da visitação, necessária para ações pontuais. Num primeiro momento, as carpas serão transferidas do lago maior para o menor, onde ocorreram menos mortes.
 
No lago menor serão instalados aereadores para garantir maior oferta de oxigênio,  considerando o aumento da população de peixes no local. Antes será feita a despesca de espécies como tilápia e cascudo, também presentes nos lagos. Coleta de amostra de água de diversos pontos  (lagos, poço artesiano e nascentes) serão encaminhadas para análise.
 
A análise pretende  descartar ou confirmar suspeitas, como contaminação por emissão irregular de esgoto e até mesmo agrotóxicos, usados em terrenos do entorno para erradicar mato. Amostra de sedimentos do lago esvaziado também será coletada para estudo. O objetivo é identificar a presença de alguma fonte poluidora. 
 
A Secretaria do Meio Ambiente vai fiscalizar empresas localizadas ao redor do parque para identificar eventuais situações irregulares em relação ao descarte de esgoto ou outros produtos contaminantes na rede. A rede coletora de águas pluviais da região também será investigada. Não se descarta manter o parque fechado por período mais longo. 
 
"Estamos trabalhando em diversas frentes para identificar a causa da morte das carpas. Essa é nossa prioridade absoluta neste momento e vamos esgotar todas as alternativas a partir da análise da água  solo, não apenas dentro do parque mas também no entorno", afirma Maria Ligia, diretoria Executiva da Secretaria de Serviços Públicos. 
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