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23/06/2021 às 16h43min - Atualizada em 24/06/2021 às 14h12min

Investidores institucionais aproveitam a correção de preço do Bitcoin para acumular o ativo

De acordo com analista da BlueBenx, a moeda digital precisa ser avaliada a partir de três tendências do mercado financeiro que consideram a performance de um ativo em curto, médio e longo prazo

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O primeiro trimestre do ano foi marcado por euforia e otimismo dentro do mercado de cripto ativos. Em abril, o Bitcoin superou os US$ 63 mil e no Brasil era cotado um pouco acima de R$ 362 mil, seu recorde de valorização desde que foi criado em 2008. Entretanto, o ativo passou a sofrer quedas recorrentes após comentários de Elon Musk e sanções do mercado, como a regulamentação da China. 
Nesta segunda-feira (21/6), o ativo teve uma queda de 10%, chegando a ser negociado um pouco acima dos US$ 32 mil, após novas repressões da China em relação ao processo de mineração, que consome muita energia para transacionar o ativo na blockchain. Atualmente, o ativo é negociado acima dos US$ 34 mil.
O cenário de correção de preço não tem assustado os grandes investidores de cripto, conhecidos como baleias. Um exemplo de investidor institucional que está aproveitando para comprar na baixa é a empresa MicroStrategy que mesmo com as recentes quedas do ativo manteve sua estratégia de adquirir novos volumes. Recentemente comprou cerca de U$$489 milhões de dólares superando 100 mil BTCs em seu portfólio. 
Porém, apesar das quedas da moeda, o analista de operações financeiras da BlueBenx, Wilton Gomes, reforça que o ativo precisa ser avaliado em três esferas de comparação. “Em um contexto geral do mercado, nós temos três tendências de análise que precisam ser consideradas na hora de avaliar a oscilação de um ativo. Essas tendências são chamadas de primárias, secundárias e terciárias”, explica Gomes. 
“No caso de uma tendência primária, a comparação da movimentação de um ativo é feita a longo prazo, o que considera um período de tempo de um a quatro anos. A tendência secundária vislumbra uma visão de médio prazo, de um mês até um ano. Já a tendência terciária observa movimentos curtos que acontecem diariamente, como os recentes. Na análise primária, o Bitcoin caminha em uma tendência de alta. Como estrategistas, olhamos como o mercado tem se comportado dentro dessas três perspectivas.  Sempre começamos com o movimento terciário, analisando as notícias e eventos diários e depois fazemos um comparativo com as análises secundárias e  terciárias”, complementa o analista.
 
Sobre o que pode acontecer com o Bitcoin nos próximos dias, Wilton lembra que existem pontos favoráveis para o crescimento. “Em relação ao futuro do mercado cripto, existem previsões otimistas, principalmente considerando o longo prazo. Neste período de correções, enquanto muitos investidores saíram de suas posições baseando suas decisões no curto prazo, grandes investidores e empresas aproveitaram para acumular Bitcoins (BTC). Além da MicroStrategy, outros investidores seguem aproveitando a baixa do ativo para acumular capital em cripto, segundo relatório da Chainalysis, nas últimas semanas ocorreram mais de U$$3 bilhões de dólares em compras de BTCs para este público”, avalia.

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