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26/04/2021 às 14h41min - Atualizada em 27/04/2021 às 10h22min

A quem interessa a privatização da água no mundo

Rodrigo Berté (*)

SALA DA NOTÍCIA NQM
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O mundo está ficando sem água doce, e a água de superfície está poluída. Não é apenas uma questão de encontrar dinheiro para salvar os dois bilhões de pessoas que moram em regiões do mundo que apresentam estresse hídrico. A humanidade esta poluindo as fontes de água natural que existem no planeta, apesar de todas as campanhas sobre preservação do meio ambiente e, em especial com a água.

O mundo está mais seco, chove menos, consequentemente menos água. Pelo menos um quarto das terras do mundo corre o risco de se tornar significativamente mais secas se o aquecimento chegar aos dois graus Celsius, segundo pesquisa internacional desenvolvida em conjunto pelas instituições Southern University of Science and Technology (SUITECH) em Shenzhen, China e UEA. À medida que a crise ecológica se aprofunda, a crise humana também o faz. As mortes entre crianças, em cenário de água suja, superam as guerras, Aids, malária e acidentes de trânsito.

A crise da água no mundo tornou-se, como o símbolo mais poderoso, a desigualdade social, enquanto os ricos bebem água de altíssima qualidade, engarrafada, grande parte da população mundial em continentes como a África e Ásia bebem água reciclada ou água poluída. Relatório recente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que uma em cada três pessoas no mundo não tem acesso à água potável.

Assim, a falta de acesso à água potável se dá principalmente em regiões de conflitos e crises humanitárias. Por isso, impactam as populações mais vulneráveis, especialmente as crianças que morrem mais por não conseguirem beber água potável, deixando-as vulneráveis as doenças como diarreia, tifo, poliomielite e desnutrição.

A pesquisadora canadense Maude Barlow Victoria, também Prêmio Nobel Alternativo, denuncia a formação de um poderoso cartel corporativo da água para assumir o controle de todos os aspectos da água a fim de obter lucro em benefício próprio.

Criado o conselho mundial da água “World Water Council (WWC), também chamado de “ideias sobre a política internacional da água”, patrocinado pelo Banco Mundial e pela Organização das Nações Unidas, onde usa seu poder e prestígio para promover o fornecimento privado da água em governos do mundo inteiro. O “ouro branco” como a mesma define, será o resultado de conflitos presentes e futuros.

A privatização já é um fracasso. Quase 20 anos de casos documentados do fracasso da privatização e da crescente oposição do Banco Mundial e às empresas de serviços hídricos em cada “esquina do mundo” revelam um legado de corrupção, tarifas de água altíssima e interrupções no fornecimento de água para milhares de pessoas.
Nepotismo, poluição, demissões de trabalhadores e promessas não cumpridas é uma realidade global no controle e distribuição da água potável no planeta. A quem interessa tamanho colapso?


(*) Rodrigo Berté é Ph.D em Educação e Ciências Ambientais, e diretor acadêmico do Centro Universitário Internacional UNINTER 
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