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27/05/2019 às 13h54min - Atualizada em 27/05/2019 às 13h54min

Hamilton aguenta pressão de Verstappen e vence de ponta a ponta em Mônaco.

Do f1mania.lance.com
Andrej ISAKOVIC / AFP


Em dia de homenagens à Niki Lauda, que morreu esta semana aos 70 anos de idade, Lewis Hamilton conseguiu sua 77ª vitória na Fórmula 1 depois de vencer de ponta a ponta o Grande Prêmio de Mônaco deste domingo, segurando a pressão de Max Verstappen por mais de 60 voltas. Foi a sexta vitória da Mercedes em seis corrida até agora na temporada, mas o recorde de dobradinhas foi interrompido.
Ao receber a bandeira quadriculada, Hamilton dedicou sua vitória a lenda da F1, o tricampeão Lauda. “Essa é para você, Niki Lauda”, disse o britânico pelo rádio.
A corrida foi marcada pela disputa tensa entre Mercedes e Red Bull, Hamilton e Verstappen. Com pneus médios, contra os duros de Verstappen, o britânico foi duramente atacado nas voltas finais e chegou a ser tocado pelo piloto da Red Bull na Chicane da saída do túnel, faltando duas voltas para o fim da corrida, mas conseguiu manter a liderança. Apesar de ser muito mais rápido do que Hamilton, o piloto da Mercedes se defendeu com maestria para garantir a vitória no tradicional GP de Mônaco.
Verstappen cruzou a linha de chegada em segundo, mas levou cinco segundos de penalidade depois da Red Bull soltar perigosamente o piloto durante a parada nos boxes. O holandês passou Valtteri Bottas na manobra, mas acabou empurrando Bottas nas proteções causando um furo no pneu do piloto da Mercedes. Bottas teve que retornar aos boxes e fazer uma nova parada para trocar seus pneus, e perdeu a terceira posição para Sebastian Vettel, da Ferrari.
Com a punição de Verstappen, Vettel foi o segundo colocado enquanto Bottas completou o pódio em Mônaco. O piloto da Red Bull terminou na P2, mas caiu para a quarta posição, à frente de seu companheiro de equipe Pierre Gasly.
Charles Leclerc, o “dono da casa”, largou em 15º e rapidamente passou a atacar seus rivais pelas posições. Carlos Sainz e Kimi Raikkonen perderam a posição para o monegasco logo na largada e o próximo foi Romain Grosjean. Na Rascasse, Leclerc colocou por dentro do piloto da Haas e ganhou a 12ª posição na volta 6. No próximo giro, Leclerc tentou a mesma manobra em cima de Nico Hulkenberg. O piloto da Renault manteve sua trajetória, Leclerc acabou acertando a RS19 do alemão e rodando – com um pneu furado em sua SF90 como resultado.
Leclerc bem que tentou voltar, mas com danos consideráveis no chassis acabou abandonando a corrida na volta 16.
Carlos Sainz terminou na sexta posição, em uma corrida excelente do espanhol da McLaren. Ele largou em nono no grid e ganhou a posição de Daniil Kvyat ainda na primeira volta.
Enquanto a maioria dos pilotos optou pela parada dos boxes durante o Safety Car – que entrou na volta 14 para os ficais limparem os destroços deixados pelo carro de Leclerc no Circuito de Mônaco – Sainz não parou, e era o quinto colocado quando fez sua parada obrigatória na volta 29, voltando à pista na nona posição para recuperar algumas posições e terminar na P6. O companheiro de equipe de Sainz, Lando Norris, terminou fora do top 10 na P11.
A Toro Rosso realmente impressionou em Mônaco. Kvyat terminou em sétimo e Alexander Albon em oitavo, enquanto Daniel Ricciardo e Romain Grosjean completaram os dez melhores do dia.
Com o apertado circuito nas ruas do Principado, alguns pilotos acabaram se tocando e penalidades foram aplicadas. Além de Verstappen – que recebeu cinco segundos de punição -, Antonio Giovinazzi recebeu 10 segundos por um toque em Robert Kubica na ‘La Rascasse’. Lance Stroll e Kimi Raikkonen se envolveram em um incidente na saída do ‘Grande Hotel’ – Raikkonen tentou por fora e foi impedido pelo piloto da Racing Point. Stroll levou cinco segundos. O outro a receber uma penalidade – não por toque, mas por cortar caminho – foi Grosjean, e perdeu cinco segundos na tabela de tempos no final da corrida.
Após a corrida os comissário investigaram um incidente entre Kevin Magnussen e Sergio Perez. Magnussen terminou em 12º, mas acabou caindo para 14º com o piloto considerado culpado.  Os comissários decidiram que o piloto da Haas levou vantagem ao atravessar a chicane, enquanto defendia sua posição do mexicano.
“O carro 11 (Perez) moveu-se para a esquerda do carro 20 (Magnussen), na zona de frenagem da curva 10, e puxou totalmente para o lado. Os dois carros pegaram o primeiro vértice lado a lado e foram para o segundo ápice lado a lado”, diz o comunicado emitido pelo FIA.
“O piloto do carro 20 então passou por trás da zebra, evitando uma colisão com o carro 11, que teria resultado se ele tivesse ultrapassado a zebra. No entanto, em vez de voltar à pista o mais rapidamente possível, o condutor do carro 20 abriu a sua curva e também cruzou o próximo ápice criando um atalho adicional, que lhe permitiu voltar à pista à frente do carro 20, em vez de lado a lado, que teria sido o caso se ele tivesse ido atrás da zebra e voltado a se juntar o mais rápido possível, sendo que havia espaço para fazer”.
O ponto pela volta mais rápida ficou com Gasly. Nos estágios finais, o francês fez uma parada extra para pneus novos e marcou 1:14,279s, somando 11 pontos no fim de semana em Mônaco.
Com a vitória, Hamilton faz 137 pontos na classificação do mundial e abre 17 de vantagem para o segundo colocado, Bottas. Vettel é o terceiro com 82 pontos. Verstappen e Leclerc completam os cinco primeiros.
A Fórmula 1 retorna no dia 09 de junho com o Grande Prêmio do Canadá.
 
Confira o resultado final do Grande Prêmio de Mônaco 2019:
1) Lewis Hamilton (Mercedes)
2) Sebastian Vettel (Ferrari)
3) Valtteri Bottas (Mercedes)
4) Max Verstappen (Red Bull/Honda)
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