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17/02/2021 às 08h41min - Atualizada em 17/02/2021 às 10h40min

Academias fechadas: até quando as atividades estarão suspensas?

SALA DA NOTÍCIA LUCAS WIDMAR PELISARI

A pandemia de covid-19 trouxe uma série de alterações e restrições que têm afetado vários estabelecimentos, como é o caso das academias, box de crossfit e estúdios de funcional, pilates e yoga.

Cada estado tem orientado a abertura ou fechamento desses estabelecimentos de acordo com planos e protocolos específicos. Em Minas Gerais, está valendo o “Minas Consciente”, um plano que orienta a retomada econômica nos municípios do estado.

O plano é dividido em onda vermelha, fase 1, na qual apenas atividades essenciais ficam abertas, onda amarela, fase 2, na qual as atividades não essenciais podem funcionar e o plano é revisto semanalmente e a onda verde, na qual as atividades não essenciais com alto risco de contágio podem abrir e a revisão ocorre a cada 28 dias.

Como funciona o Minas Consciente

O Minas Consciente é um plano de orientação. Portanto, os prefeitos não são obrigados a aderirem. Isso significa que é da competência de cada município decidir sobre a abertura ou o fechamento das atividades econômicas, de acordo com o nível de contágio em cada região.

Os indicadores usados pela Secretaria de Saúde do Estado são: taxa de incidência de covid-19, taxa de ocupação de leitos UTI, taxa de ocupação por covid-19, leitos por 100 mil habitantes, positividade atual RT-PCR, porcentagem de aumento da incidência e porcentagem de aumento da positividade dos exames PCR.

As atividades permitidas em cada onda são:

  • Onda Verde: atividades artísticas, cinemas, bibliotecas, museus, parques, zoológicos, feiras, congressos, exposições, filmagem de festas, casas de festas, bufê, parques de diversão, discotecas, boliches, sinuca, bares com entretenimento e serviços de piercing e tatuagens;
  • Onda Amarela: bares (consumo local), autoescolas e cursos de pilotagem, salões de beleza, estética, papelaria, livraria, banca de jornal e revista, comércio de eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo, loja de roupas, calçados, bijuterias e artigos de viagem, loja de móveis e lustres, imobiliárias, lojas de departamento, lojas de brinquedos, academias (com restrições), agências de viagem e clubes;
  • Onda Vermelha: supermercados, padarias, lanchonetes, lojas de conveniência, bares e restaurantes (delivery ou retirada), açougues, peixarias, hortifrutigranjeiros, ambulantes de alimentação, farmácias, lojas de cosméticos, lavanderias, pet shops, bancos, casas lotéricas, vigilância e segurança privada, serviços de reparo e manutenção, hotéis, construção civil e comércio de veículos e de peças automotivas.

As academias, portanto, só podem funcionar nas cidades que se encontram na Onda Amarela – e mesmo assim com restrições, como: distanciamento mínimo entre os frequentadores, agendamento de alunos para evitar lotação superior à considerada segura e higienização mais rígida dos equipamentos.

No estado, existem mais de 7 mil academias, sendo 800 apenas em Belo Horizonte. Por isso, a reabertura deve seguir os padrões descritos, evitando o contágio.

Em Belo Horizonte, as academias voltaram a ser abertas no final de janeiro (elas estavam fechadas desde 11 de janeiro, quando a cidade passou para outra onda).

Para saber se a sua academia estará funcionando, é importante conferir em qual onda a sua cidade se enquadra e qual o posicionamento da prefeitura, já que podem existir restrições de horário e de lotação máxima permitida.

As regiões nas ondas amarela e verde

O aumento dos casos de covid-19 em todo país, e também em Minas Gerais, fez com que a Secretaria de Saúde do Estado alterasse algumas regiões. Em janeiro de 2021, dez das quatorze macrorregiões foram enquadradas na onda vermelha, na qual não é possível a abertura das academias.

As regiões norte, noroeste e triângulo do norte passaram para a onda amarela. O triângulo do sul é a única região do estado na onda verde.

Não há previsão de como o Minas Consciente se comportará, pois tudo depende das taxas de infecção pelo covid-19. Mesmo com a vacinação tendo início, praticamente todos os estados têm enfrentado aumento alarmante no número de casos, internações e mortes.

O risco de contágio nas academias

Desde que várias cidades flexibilizaram a abertura das academias, muitos estudos têm sido realizados para entender o real risco de contágio nesses ambientes.

Um estudo do Reino Unido mostrou que estes espaços não são locais com risco intenso de contaminação. A pesquisa analisou 62 milhões de visitas às academias realizadas em 17 países da Europa – e verificou apenas 487 casos de pessoas contaminadas por covid-19, o equivalente a 0,78 a cada 100 mil pessoas.

De acordo com os pesquisadores, caso sejam adotadas as medidas de proteção, é relativamente seguro praticar exercícios nas academias.

Os dados, porém, não são unânimes. Outra pesquisa, realizada pela Universidade de Stanford, na Califórnia, colocou as academias como o segundo lugar com maior risco de transmissão de coronavírus.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram os dados de movimentação de pessoas em 10 cidades americanas e criaram o modelo. O primeiro lugar com maior risco são os restaurantes com serviço completo (no qual você se senta e alguém lhe serve), depois vieram as academias e em terceiro lugar os cafés e bares.

Dicas para se proteger

Se na sua cidade, as academias estão abertas, é fundamental tomar algumas medidas de proteção, que vão lhe ajudar a se exercitar com segurança, como:

  • usar máscara;
  • conferir a temperatura antes de ir à academia (e evitar se exercitar caso esteja com febre);
  • higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel assim que entrar na academia;
  • usar os kits de limpeza (com álcool em gel e papéis descartáveis) para limpar os equipamentos antes e depois de cada sessão;
  • ficar a uma distância segura de 1,5 metro dos outros praticantes;
  • não usar o celular;
  • usar toalhas individuais;
  • prender os cabelos;
  • não usar os bebedouros (leve a sua garrafa de água);
  • respeitar o tempo máximo de permanência por pessoa que, em geral, é de 60 minutos.

Os treinos em casa como alternativas

Como os casos de covid-19 têm aumentado, causando preocupação em diversos estados, e também em Minas Gerais, vários municípios têm voltado à fechar as academias, se enquadrando na onda vermelha, a mais grave, do programa Minas Consciente.

Esse abre e fecha constante gera apreensão em quem costuma treinar com frequência, já que nem sempre é possível ter regularidade nos treinos, e, ainda, há toda a preocupação com a saúde, evitando se contaminar com o coronavírus.

Por isso, muitos aderiram aos treinos em casa como uma alternativa para manter a boa forma física e mental. Se você está pensando em começar a se exercitar em casa, existem algumas dicas que ajudam a deixar as sessões mais eficientes, como:

  • conte com os equipamentos certos, como colchonete, halteres, elásticos, fita de suspensão e outros;
  • siga um treino personalizado, de preferência elaborado por um profissional de educação física;
  • mantenha a constância, se exercitando, no mínimo, 3 vezes por semana;
  • tenha um acompanhamento online de um instrutor;
  • fique atento a postura e a correta execução dos movimentos, para evitar desconfortos, dores e lesões.

E se você acha que treinar em casa não é tão eficiente, um estudo canadense de 2017 pode mudar a sua visão. Os pesquisadores comprovaram que é possível ter hipertrofia, ou seja, ganho de massa muscular, com treinos que usem alto número de repetições e cargas baixas – desde que esses exercícios sejam feitos até a falha muscular.

Isso significa que, mesmo que você não tenha todos os aparelhos e pesos da academia na sua casa, se o treino for bem elaborado e executado, você poderá ter os mesmos resultados – e ainda não se expor as chances de se contaminar com covid-19.


 
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