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08/02/2021 às 22h59min - Atualizada em 09/02/2021 às 14h40min

Aluno do Ensino Médio do Objetivo Juazeiro do Norte desenvolve biopesticida sustentável para ajudar agricultores a combater pragas nas plantações

“Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez” - Jean Cocteau

SALA DA NOTÍCIA Roberta Abrahao
Objetivo Divulgação
 
 
O aluno participará de live em 10 de fevereiro, às 18h, pelas redes oficiais do Objetivo. Acompanhe e emocione-se em:
https://www.facebook.com/ObjetivoOficial/
https://www.youtube.com/user/ObjetivoOficial
https://www.linkedin.com/company/col%C3%A9gio-e-curso-objetivo


Felizmente o Brasil tem muito de bom a contar quando o assunto é pesquisa científica entre jovens estudantes. João Matheus Balduino Soares é um desses que o ensino e a pesquisa tiram o chapéu.
De origem humilde, criado pela mãe e pela tia, com apenas 19 anos e recém-formado do Ensino Médio no Colégio Objetivo de Juazeiro do Norte (CE), sua paixão pela ciência mostrou-se maior que qualquer desafio ou dificuldade.
João Matheus abraça dois sonhos: um, de ser médico, e o outro, de que sua pesquisa científica ganhe mundo e possa ajudar as pessoas. Para isso, desde 2019, o jovem vem estudando como produzir uma substância que seja eficaz no combate à formigas cortadeiras (Atta Laevigata) em plantações, sem agredir o meio ambiente.
Ele conseguiu: criou um biopesticida sustentável, de baixo custo, que ajuda a combater esse problema na agricultura. Contando com a orientação de sua professora de Biologia Lilian Duarte, Matheus pesquisou incansavelmente a literatura sobre o assunto, entrevistou pesquisadores da área ambiental e pôs a teoria na prática, realizando experimentos nos laboratórios do Colégio Objetivo Juazeiro.
Batizado de Projeto Biopequi, o produto é feito com restos de pequi (Caryocar Coriaceum) – fruto típico do cerrado –  que normalmente é descartado. 
É importante destacar três grandes méritos: a criação em si de uma substância que salva a lavoura ao mesmo tempo em que não agride o meio ambiente, e reaproveita aquilo que se tornaria mais um resíduo para o planeta. “Visando todos os seus benefícios e a abundância do fruto na Região Metropolitana do Cariri (RMC), utilizar as partes que são desperdiçadas é uma forma de produzir um produto natural e promover o desenvolvimento sustentável. Como mostram os 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da Organização das Nações Unidas, a ONU”, explica a professora Lílian.
Ela conta que, desde o início, João demonstrou grande interesse em desenvolver algo que pudesse de alguma forma melhorar o mundo. Ele se sentia instigado a fazer algo. “Iniciamos os estudos. Dedicado, responsável e comprometido, juntos conseguimos aprimorar a pesquisa com o pequi, um fruto da nossa região. Fomos premiados com 1° lugar no Congresso Científico de Iniciação Científica Júnior da Faculdade de Juazeiro do Norte (FJN), 2° lugar na Categoria Meio Ambiente na Feira Nordestina de Ciências e Tecnologia (FENECIT) e Credenciamento para a Expo Sciences Europe 2020”, completa.
João Matheus quer ser doutor. Mas antes deseja ver seu projeto auxiliar, inicialmente, pequenos lavradores do Cariri a se desenvolverem. “Queremos produzir a substância em massa e distribuí-la gratuitamente aos pequenos agricultores, que tem na lavoura sua fonte de renda.  As formigas cortadeiras fazem grandes estragos nas plantações. O nosso projeto é barato e de fácil produção”, explica Matheus.
Mas ele pensa grande. Tão grande quanto sua empatia e solidariedade que, certamente, vivencia numa família que luta com coragem para sobreviver: Matheus vai começar pelo Cariri, mas seu sonho é ampliar fronteiras e beneficiar agricultores de todo o país.
A trajetória de João Matheus...
Nascido em Barbalha, cidade próxima a Juazeiro do Norte onde foi criado, João Matheus Balduino Soares cresceu em meio a exemplos de trabalho e estudo.  Como professora particular de Inglês, a mãe o levava desde criança para acompanhar as aulas nas residências de seus alunos, geralmente médicos. Foi numa dessas ocasiões que João conheceu uma médica que se tornou amiga da família e que, mais a frente, viria a custear seus estudos no Objetivo, sonho do adolescente. Nasceu dessas visitas também a descoberta do desejo de ser médico. “Desde novinho eu já tinha esse contato direto com médicos, e quando conheci essa doutora o meu desejo só aumentou. Admirei ainda mais a profissão, e foi aí que eu decidi que queria cursar medicina. Eu estava no 8° ano do Ensino Fundamental e já sabia qual seria minha profissão”.
Matheus ingressou no Objetivo em 2018, na 1ª série do Ensino Médio. Seu desempenho diferenciado levou-o a fazer parte de um grupo especial chamado de Turma Integrada, que se volta a alunos que desejam assistir mais aulas no contra turno e aprofundar seus estudos.
E foi assim que ele tomou contato com as olimpíadas científicas. Deslanchando, começaram a vir as medalhas: ouro, prata, bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática, entre outras. ”Os meus três anos no Objetivo foram incríveis, o Colégio sempre me forneceu toda assistência que precisei, sempre me incentivou a participar das olímpiadas e das feiras científicas. Tive aula com os melhores professores da nossa região e sou muito grato a tudo”.
“O Colégio Objetivo Juazeiro incentiva os alunos a aprender cada vez mais. Notamos a dedicação de Matheus e não medimos esforços em dar suporte a tudo o que ele precisava para desenvolver o projeto: nos encaminhamentos, nos conteúdos, nas estratégias e apresentações. Nosso laboratório de Ciências, por exemplo, esteve a disposição a todo tempo, para que esta pesquisa fosse desenvolvida”, explica Maricélia Silva Santos, coordenadora de Projetos e Olimpíadas da escola.
A história de Matheus e sua professora entrou na telinha pelo Caldeirão do Huck, onde participou em janeiro, junto com a Profa. Lílian, do The Wall: um quadro que une uma dupla de competidores contra um paredão. Em um jogo de perguntas e respostas, e distribuindo prêmios em dinheiro, João Matheus e a Profa. Lilian foram convidados a participar. Na sequência, participaram de um processo seletivo que, finalmente, os levou à competição. Havia ali, da parte da dupla, uma esperança de angariar recursos e levar o projeto Biopequi adiante, para produzir o produto e distribuí-lo de graça aos agricultores de sua região. "Vi no The Wall uma forma de fazer meu projeto crescer e alcançar também outras famílias e lugares, além do Ceará.”  Entre uma jogada e outra, a dupla perdeu tudo. João e Lílian saíram ovacionados do programa, elogiados pelo apresentador e premiados com um computador para continuar suas pesquisas. Ficou curioso?  Acompanhe em https://globoplay.globo.com/v/9182246/ e acesse também o Instagram @biopequi
 
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