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16/12/2020 às 15h36min - Atualizada em 16/12/2020 às 16h40min

Ode à Vida: concerto online em São Paulo faz homenagem aos 250 anos de Beethoven

Apresentação acontece no próximo sábado, 19, às 13h30, e reúne o pianista Pablo Rossi, o ensemble da Orquestra Sinfônica de Heliópolis e e as cantoras líricas Rosana Lamosa e Denise de Freitas

SALA DA NOTÍCIA Eric Reale
Um programa que reconhece as angústias vividas em todo o mundo hoje, mas ao mesmo tempo que transmita otimismo e superação. É assim que o diretor artístico do evento Ode à Vida: 250 anos de Beethoven, na música e nas artes, Marco Antônio Nakata, define como será o conceito da atração cultural marcada para este sábado, dia 19, às 13h30, com transmissão ao vivo pela plataforma #CulturaEmCasa, uma realização do Governo do Estado de São Paulo com apoio dos movimentos Juntos pela Cultura e Amigos da Arte. As apresentações acontecem no Teatro Sérgio Cardoso.

O evento terá, na parte musical, peças de Beethoven, Mahler, J. Strauss II, Rachmaninov, Kurt Weill e Claudio Santoro, interpretadas pelo pianista Pablo Rossi e o ensemble da Orquestra Sinfônica de Heliópolis, com participação das cantoras líricas Rosana Lamosa (soprano) e Denise de Freitas (mezzo-soprano). As peças serão intercaladas por obras visuais e poemas, como Ode à Vida, de Pablo Neruda, e literatura, com trechos de Hamlet, de William Shakespeare.

A seleção das peças, seja na música, artes plásticas, poesia ou literatura, inclui temas que fizeram parte do conceitual artístico de Beethoven, como a preservação da natureza, a igualdade e a fraternidade.  Mahler, assim como Beethoven, exprimia em sua música a importância da natureza para o homem, o que permite a reflexão sobre a necessidade da conscientização ambiental por meio das artes, ampliando esse debate tão urgente e contemporâneo.

Marina Mahler, neta do compositor austríaco Gustav Mahler e presidente da fundação que leva o nome do avô, fará uma participação por meio de vídeo. Ela vai abordar temas de preservação ambiental e o papel da música nessa conscientização, além de resgatar o debate sobre a intolerância e o antissemitismo, do qual seu avô foi vítima.

Beethoven
Ludwig van Beethoven nasceu em Bonn, Alemanha, no dia 17 de dezembro de 1770. A Nona Sinfonia, também conhecida como Sinfonia Coral, por incluir coro no quarto movimento, foi sua obra mais famosa em todo o mundo. Beethoven começou a desenvolver os primeiros sintomas de surdez aos 27 anos aos 48 já estava inteiramente surdo. Ele morreu aos 56, em Viena, após compor mais de 200 obras.

Em 1825, já praticamente surdo, Beethoven escrevia a sua nona sinfonia, um verdadeiro monumento da criação humana, que exalta, através da sua célebre "Ode à Alegria", uma mensagem de esperança. “Em tempos de pandemia, é isso que a arte pode e deve fazer em última instância: levar uma mensagem de consolo, amparo, mas principalmente de esperança. Nossa esperança hoje é da preservação da vida, nossa ode é a da vida”, afirma o pianista Pablo Rossi, diretor musical do evento.

Segundo ele, Beethoven representa na música e na arte ocidental essa grande influência criativa, expandido o valor da sua arte além do prazer do mero entretenimento, mas alçando sua importância na conscientização do intelecto e razão humana “Se fôssemos imaginar que o mundo da música clássica pudesse ser representado por uma galáxia ou constelação, sem dúvida nenhuma Beethoven seria um dos planetas mais brilhantes, o centro magnético, a partir de onde tudo e todos se expandem, guiados por essa força motriz inspiradora”, destaca.

O concerto "Ode à Vida", segundo o diretor artístico Marco Antônio Nakata, vai transportar o público a esse universo de música, literatura, teatro, artes plásticas, todos inspirados e guiados pelos mais nobres conceitos humanistas. “São ideais filosóficos que sempre estiverem presentes nas obras do grande mestre alemão, um dos maiores gênios de todos os tempos da música ocidental. Não só na sua capacidade transformadora e criativa, abrindo as portas para uma nova era na música ocidental - o romantismo- mas também na busca pelo sentido da existência humana”, ressalta Nakata.

Para ele, a própria história de vida de Beethoven já é um sinônimo de superação. “Por meio de sua música, ele transmitia as diferentes formas de superação, essa palavra tão apropriada para o que todos precisamos nesses tempos atuais”, exalta.

Shakespeare
Hamlet, Príncipe da Dinamarca, de William Shakespeare, marcou a estreia do Teatro Bela Vista, em 1956, por iniciativa de Sérgio Cardoso e sua esposa, a atriz Nydia Licia.  Sérgio Cardoso foi o primeiro diretor brasileiro a dirigir e interpretar um texto de Shakespeare em São Paulo. Desde 1980, o teatro passou a ter seu nome em homenagem. A escolha do monólogo Deus seja conosco, interpretado por Cardoso, segundo o diretor artístico, foi uma escolha natural. “Foi com o monólogo que o jovem Sérgio Cardoso arrebatou a crítica e o público na sua estreia dramática. Um começo brilhante e promissor, para esse que viria a se tornar um dos maiores ícones do teatro e da TV no Brasil”, afirma Nakata.

Mais homenagens
O pianista Pablo Rossi gravou um concerto dedicado aos 250 anos de nascimento de Beethoven e também em comemoração pelos 60 anos Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A apresentação será exibida no sábado, às 20 horas, pelo canal de YouTube da universidade. O vídeo é resultado do registro de um concerto realizado sem público, conforme as medidas necessárias de isolamento social durante a pandemia, no Teatro Pedro Ivo, em Florianópolis. No programa estão obras de Beethoven, Chopin, Liszt, Mozart, Villa-Lobos, Oswald e Nepomuceno.
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