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15/12/2020 às 18h03min - Atualizada em 15/12/2020 às 21h50min

Apostar e investir na qualidade de vida promove a felicidade no trabalho e abre caminho para a produtividade sustentável

Em tempos de pandemia, o conceito de qualidade de vida no trabalho precisou ser ampliado e ainda mais humanizado

SALA DA NOTÍCIA Sandra Cunha
Dra. Eliana Saad Castello Branco
Apostar e investir na qualidade de vida promove a felicidade no trabalho e abre caminho para a produtividade sustentável

Em tempos de pandemia, o conceito de qualidade de vida no trabalho precisou ser ampliado e ainda mais humanizado

         Muitas e variadas são as interpretações para qualidade de vida no trabalho. As definições vão desde o foco médico da ausência de doenças do indivíduo até as exigências de recursos, objetos e procedimentos que atendam demandas coletivas em determinada situação. Tudo isso compondo amplos programas de qualidade de vida no trabalho (QVT).
         Num escopo mais generalizado, podemos dizer que qualidade de vida no trabalho é um conjunto de ações de uma corporação que envolvem diagnóstico, implantação de melhorias, inovações gerenciais, tecnológicas e estruturais dentro e fora do ambiente de trabalho, visando propiciar condições plenas de desenvolvimento humano para a realização do trabalho.
         Eliana Saad Castello Branco, advogada, empreendedora e palestrante ressalta que o mundo está mudando e que essas mudanças foram aceleradas pela pandemia. “Mesmo com a crise da Covid-19, percebemos que o mundo está mergulhado numa fase de produção definida pelo Fórum Econômico Mundial, em 2018, como “Indústria 4.0”. A jornada presencial prevista no artigo 74, da CLT, com necessidade de bater o cartão e deslocamento diário está em mutação. O teletrabalho é um modelo de trabalho mais flexível e é uma tendência do século 21, com empresas adotando inclusive o modelo, ou semana híbrida, que corresponde a alternância de dias no escritório- sede da empresa e trabalho remoto. Mas, o que precisa ser valorizado sempre é o capital humano presente nos quadros da empresa, esteja ele onde estiver”.
Ela acredita que estamos desenhando o próprio futuro no modo de trabalhar. “Modo esse que não se limita aos muros da companhia, com cultivo de competências e valores ínsito a pessoa humana, porque na centralidade dos avanços tecnológicos está o ser humano. Sabemos que dependerá do caminho que será adotado, para que os fossos de desigualdades sociais e digitais não aumentem entre os países e para que não tenhamos mais pessoas excluídas digitalmente. Falar num mundo sustentável, com qualidade de vida inclusive no trabalho é pensar, planejar e agir para o coletivo, é o que chamamos de Bem Comum. De outra forma, seremos um barco em águas calmas pegando fogo.  Temos que pensar que o protagonismo de cada um faz efeito pela força potencial do coletivo”, ressalta Dra. Eliana Saad.

O meio ambiente do trabalho e sua relação com a qualidade de vida
         O Estado Democrático de Direito, por meio da Constituição Federal de 1988 conhecida como “Constituição Cidadã” trouxe normas que foram alçadas ao patamar constitucional que vislumbramos o novo cenário digital da sociedade/pessoas/trabalho que se adaptam ao século 21.
         A advogada e sócia diretora do escritório Saad Castello Branco Sociedade de Advogados lembra que o meio ambiente do trabalho, num sentido mais amplo, é o local onde o trabalhador exerce sua profissão. “E, nos dias atuais devemos encarar que a tecnologia é uma ferramenta para que possamos executar as tarefas. A saúde do trabalhador pode ser vista como uma preocupação mundial e para tanto Constituição Federal de 1988, em seu artigo 6º garante como direito social fundamental do cidadão: “Artigo 6º: São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”. Portanto, o meio ambiente do trabalho, não é uma construção teórica, mas um direito fundamental do trabalhador resguardado constitucionalmente. Destaco o princípio da dignidade da pessoa humana, no artigo 1,III e, e ainda  IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, neste mesmo artigo”, destaca.
         A advogada, que há muito se dedica a transmitir conhecimento de qualidade para a sociedade como um todo e para o mundo jurídico, lembra que no capítulo de direitos para os trabalhadores, consta a diretriz constitucional da proteção em face da automação-  artigo 7º , XXVII , CF. “E continuo, no vetor ordem constitucional, que a atividade econômica terá "por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social", pois, a ordem econômica e a livre iniciativa estão fundadas na valorização - e não degradação - do trabalho humano, a teor do art. 170, caput, e ainda o reconhecimento  constitucional da importância dos empresários se atentarem para o ambiente de trabalho, pouco importa se presencial, ou seja na sede da empresa ou ambiente de trabalho virtual, como estabelece a Carta Magna  ao garantir a produção de normas que reduzam os riscos do ambiente de trabalho -  art. , XXII”.
         Dra Eliana Saad ainda destaca que temos a Lei n. 6.938, de 31 de agosto de 1981 da Política Nacional do Meio Ambiente, a Consolidação das Leis do Trabalho, alterada pela Lei nº 6.514, de 22 de dezembro de 1977; a Portaria nº 3.214, de 8 de junho de 1978, e as Normas Regulamentadoras (NR) do Ministério do Trabalho e Emprego entre outras, todas um degrau abaixo na hierarquia legal. “Fato é que a pandemia trouxe a valorização do humano, a população ativa do mercado teve que continuar trabalhando com as ferramentas digitais que para alguns eram novidades e outros se aperfeiçoaram, sem contar o cenário de desemprego. Nesse sentido é ainda mais imperativo adotar ações eficientes que promovam o bem estar e a qualidade de vida dos trabalhadores, independente de onde e como desenvolvam suas atividades, promovendo a atualização tecnológica e profissional, com vistas na saúde e felicidade de cada indivíduo”, enfatiza a empreendedora.

Sobre Eliana Saad Castello Branco

         Eliana Saad Castello Branco é advogada e sócia do escritório Saad Castello Branco, que está em atividade há três gerações.
         Participou da 3ª Turma de Criação de Novos Negócios e Empreendedorismo, GVPEC e se especializou em Direito Empresarial do Trabalho pela FGV/Law.
         Diplomada pela Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) pelo reconhecimento aos trabalhos prestados, é importante palestrante do meio jurídico, empreendedor e de gestão de pessoas.
         Soma importantes conquistas jurídicas, como em favor dos consumidores que tiveram seu nome inscritos indevidamente no Serasa e SCPC, das vítimas de erro médico e da falta de atendimento em plano de saúde.
         Permanece trabalhando incansavelmente na busca do ressarcimento de violação de direito à imagem, da proteção e defesa de trabalho intelectual por meio de litígios, sempre com o foco em advogar com sucesso na interlocução social com empresas e trabalhadores.
         Mantém informações atualizadas no site www.saadcastellobranco.com.br  e www.empreendedorlegal.com . Além do seu canal no YouTube: Eliana Saad e por meio das redes sociais: Facebook eliana saad - Instagram elianasaadc e LinkedIn Eliana Saad

Participação em eventos internacionais
         Eliana Saad Castello Branco também participa ativamente de eventos internacionais.
         Portugal/ Lisboa - Em breve estará em Portugal, a convite do Instituto Stancolovich. A advogada e palestrante será uma das coautoras do livro “Legado – Empreendedoras Resilientes” que está no prelo. O lançamento será na Universidade de Lisboa, em data que está sendo reavaliada por conta da segunda onda da Covid 19 na Europa. Na ocasião ministrará uma palestra sobre a sua jornada profissional e de empreendedora.
         Estados Unidos/ Massachusetts – Também por meio do Instituto Stancolovich dirigido por Dra. Erika Stancolovich, a Dra. Eliana Saad Castello Branco seguirá com um grupo de empresários reconhecidos no País para uma apresentação no MIT- Massachusetts Institute of Technology. Lá realizará mais uma palestra como coautora do livro “Legado – Empreendedoras Resilientes”, onde abordará as questões da sociedade pós-digital, tratando como a Covid-19 colocou as pessoas em outro patamar tecnológico e fez com que as empresas direcionem seus esforços na humanização e no combate às desigualdades sociais, com base nos valores de sustentabilidade para a humanidade.
 
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