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01/12/2020 às 21h21min - Atualizada em 02/12/2020 às 13h10min

Metodologias ativas ajudam instituições de ensino a cumprir bases do novo Ensino Médio

Modelo disruptivo responde às principais necessidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), oferecendo uma educação focada na construção de habilidades socioemocionais

SALA DA NOTÍCIA Tayane Scott
DreamShaper

A partir de 2022, todas as escolas do país deverão estar adaptadas ao novo Ensino Médio. A data marca a entrada em vigor das novas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, a partir da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Além de extensão da carga horária, o projeto propõe uma reestruturação no modelo tradicional de ensino. Ao invés de uma grade única e comum a todos os alunos, as escolas devem oferecer currículos específicos, permitindo que os estudantes escolham em quais áreas querem se aprofundar.

A evasão escolar crescente nos últimos anos foi um dos motivos que culminaram na ação do novo Ensino Médio. O problema ficou ainda mais claro com a chegada da pandemia neste ano. Pesquisa da Fundação Roberto Marinho em parceria com o Insper, mostrou que 3 em cada 10 jovens pensam em não retornar às aulas após o isolamento. O Conselho Nacional de Educação acredita que com um ensino mais atraente, que dê mais autonomia aos estudantes, o abandono possa ser minimizado.

Período de adaptação

Para responder às necessidades desse novo sistema, as instituições de ensino têm buscado alternativas e ferramentas que auxiliem no desenvolvimento dos novos currículos e processos educativos. Nessa jornada, as metodologias ativas passam a ganhar mais espaço. Focadas no ensino baseado em projeto e com mais ênfase no aprendizado socioemocional podem contribuir na construção de itinerários formativos mais completos e alinhados às demandas no mercado atual e futuro.

Especializada no desenvolvimento de ferramentas que apoiem esse tipo de aprendizagem, a DreamShaper explica que as metodologias ativas, baseadas em projeto, já vinham sendo implementadas pelas instituições. No entanto, com as diretrizes passando a vigorar em breve, o debate e a adaptação para uma educação que substitua o modelo tradicional de aula expositiva ficaram mais urgentes. “O novo Ensino Médio está focado em colocar o estudante no centro do processo educativo. Nesse sentido, as metodologias ativas representam uma importante estratégia, pois despertam nos alunos o pensamento crítico, a colaboração, a argumentação, e inúmeras outras competências. Elas ajudam os estudantes a resolver problemas no dia a dia e têm um efeito duradouro no processo de aprendizagem”, explica João Borges, CEO da DreamShaper.

Segundo Borges, é importante que, durante a reformulação dos currículos para que contemplem as aprendizagens previstas nos documentos oficiais, as instituições considerem a implementação das metodologias ativas. “Estamos falando de um novo universo, muito mais conectado, integrado, com aulas à distância. São muitos os fatores a se considerar na hora de construir a trilha de aprendizagem desses alunos. As metodologias ativas conseguem endereçar muitos desses itens, seja para as aulas presenciais ou via EAD, ajudados a construir um espaço educativo muito mais alinhado e atrativo”, diz.

Corpo docente

Um dos passos mais importantes da adaptação ao novo Ensino Médio é a formação do corpo docente. "Nessa perspectiva, ferramentas como as da DreamShaper propõem evidenciar as percepções do professores de diferentes áreas do conhecimento que ministram aulas apoiadas por recursos tecnológicos, no formato híbrido. A proposta pedagógica possibilita ao docente assumir uma postura mediadora, o que permite criar condições para que os conhecimentos dos estudantes sejam aproveitados junto aos conteúdos das atividades, principalmente no EAD”, afirma Borges.

                                                                                                        Com materiais e recursos didáticos atualizados, também é importante o diálogo com o sistema de ensino. Todas essas transformações devem ser informadas para a comunidade escolar, principalmente aos pais dos alunos. Dessa forma, as metodologias ativas podem também engajar a comunidade na construção de um Projeto Político Pedagógico (PPP) capaz de refletir a realidade de cada instituição e de constrir estudantes mais empenhados, profissionais melhores e ciadadãos mais conscientes.

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