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01/12/2020 às 14h43min - Atualizada em 01/12/2020 às 14h43min

Etapa da escavação do túnel de Francisco Beltrão chega ao fim.

Com a conclusão, a obra, que é dividida em mais etapas, alcança 62,5% de execução. O túnel e as estruturas correlatas vão evitar, de uma vez por todas, as enchentes que são partes da história do município. O investimento do estado é de R$50 milhões.

Da ANPr.
Jonathan Campos\AEN
A escavação do túnel de contenção de cheias em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Estado, termina nesta quinta-feira (3). As obras colocam ponto final na parte mais impactante da intervenção: a estrutura de 8 metros de altura e 1,2 quilômetro de extensão que passa embaixo do município. Esse trabalho final foi executado por 70 funcionários em ritmo intenso.
Com a conclusão do túnel, a obra, que é dividida em mais partes, alcança 62,5% de execução. Os próximos passos serão iniciados ainda neste ano e envolvem a construção das comportas e a escavação do Córrego Urutago para mudar o sentido da água que alaga a cidade em dias de temporal. O caminho natural da vazão será encurtado em quatro quilômetros, favorecendo uma queda lenta e gradual até o desemboque no Rio Marrecas, no bairro Padre Ulrico.

EVITAR ENCHENTE - A obra como um todo está prevista para terminar apenas em 2021. O túnel e as estruturas correlatas vão evitar, de uma vez por todas, as enchentes que são parte da história do município e que já geraram perdas sociais e financeiras incalculáveis para os moradores.
O investimento do Governo do Estado é de R$ 29 milhões nesse projeto de escavação, inédito em uma cidade do Interior do País, e de R$ 50 milhões ao todo.
“Essa é uma obra debatida há muitos anos dentro do município e que resolverá os problemas com as cheias dos rios que passam no perímetro urbano. Francisco Beltrão conseguiu encontrar uma solução ousada, dentro do escopo ambiental necessário, e conta com apoio do Estado. Esse projeto é uma realidade visível”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “É uma obra marcante e que conseguimos priorizar dentro das necessidades do Sudoeste”.

EXECUÇÃO - O túnel começou a ser construído em duas frentes, no Parque de Exposições Jayme Canet Júnior e no bairro Padre Ulrico. Elas se encontraram em 24 de setembro. As escavações foram feitas com 5 metros de altura por 5 metros de largura, e desde que as obras se uniram começou o processo de rebaixamento de rocha em mais 3 metros, gerando os 8 metros de altura do projeto original.
O túnel fica a 62 metros no ponto mais alto embaixo da terra e terá capacidade de vazão de 285 metros cúbicos por segundo. Do emboque ao desemboque o túnel é formado por uma rampa com inclinação mínima de 0,5% para as águas não alcançarem velocidade muito intensa. A diferença da entrada para a saída será de 6 metros, quando as águas encontrarão o Rio Marrecas.
O túnel foi executado pelo método “Driling and Blasting” (perfuração e detonação), com trabalho ininterrupto de escavação. O ciclo foi composto por perfuração na rocha com jumbo (máquina para perfuração horizontal de rocha); carregamento de explosivo nos furos estratégicos, através de um caminhão bombeado; retirada da equipe; três alertas sonoros; detonação, com avanço médio de 4 metros em rocha; saída dos gases provenientes da detonação; limpeza das rochas detonadas com carregadeira e caminhões; avaliação do resultado, com chamado abatimento de choco (retirada das rochas prestes a cair do teto e das laterais); e tratamento com aplicação de tirantes ou projetado de acordo com a qualidade da rocha e o recomeço do ciclo.

CONTROLADAS - As detonações levaram em consideração a resolução 9.653/2018 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que regula as explosões de rocha em perímetro urbano. Todas elas foram controladas com sismógrafo de engenharia. O gráfico base parte de um valor de vibração de 15 milímetros por segundo até 50 milímetros por segundo, que é o máximo que uma construção suporta. Todas as detonações foram 30% abaixo dos limites permitidos.

PRÓXIMOS PASSOS – O próximo passo envolve a construção de uma comporta basculante de aço com 12 metros de comprimento e 4 metros de altura, com 20 toneladas de peso. Essa estrutura de concreto e aço ficará dentro do parque de exposição Jayme Canet Júnior, no emboque do túnel. Abaixoda comporta haverá, ainda, uma “gaveta” de menor porte para possibilitar fluxo contínuo em baixa vazão e para manter fluxo de água dentro do túnel. Essa estrutura fica pronta em fevereiro. Há, ainda, outras duas etapas. Uma delas é o aprofundamento e alargamento do Rio Marrecas no perímetro urbano, o que o deixará retilíneo e estável, somado a um projeto de um parque linear com ciclovias, calçada, iluminação pública e academias ao ar livre. A segunda etapa será a construção de uma barragem com as rochas retiradas do túnel fora do perímetro urbano, a cerca de 1,5 quilômetro do ponto em que o rio entra no município em direção à nascente (a montante), em Marmeleiro.

ORIGEM – Francisco Beltrão está localizado em um encontro de bacias, o que pressupõe como condição natural que as chuvas nos municípios vizinhos impactem diretamente o fluxo das águas em sua direção.
A maior é a do Rio Marrecas, que corta a cidade ao meio e deságua no Rio Chopim, em direção ao Rio Iguaçu. Já na parte Oeste, a bacia hidrográfica é a do Rio Jaracatiá, que deságua diretamente no Rio Iguaçu, próximo ao município de Nova Prata do Iguaçu.

A prefeitura tentou alternativas para resolver esse problema ao longo do tempo, como limpeza e rebaixamento dos fundos dos rios na área urbana, mas elas nunca foram definitivas. Segundo o prefeito Cleber Fontana, Francisco Beltrão perdeu muitos investimentos ao longo da história com problemas das enchentes.
 “Esse projeto é um marco na história do Paraná. Estamos construindo um túnel, escavado em rocha dentro da cidade para acabar com as cheias. Geralmente os túneis são rodoviários e ou para geração de energia”, afirma.

Dessa união de concepção do problema com a necessidade de estancamento surgiram, em 2016, estudos preliminares no antigo Instituto das Águas do Paraná (atual Instituto Água e Terra) para a construção de um túnel. A ideia foi encontrar um ponto em que a distância não fosse muito longa e em que o solo permitisse a escavação. Nesse local foi feita uma análise das maiores precipitações da história do município e em mais de um dia, para que o túnel projetado suportasse chuvas de 200 ou 300 milímetros.
 
 
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