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17/09/2020 às 15h57min - Atualizada em 17/09/2020 às 15h57min

Basquete: protagonista, Damiris disputa vaga na semifinal da WNBA.

De contrato renovado, brasileira vive melhor fase nos EUA.

Da Ag. Brasil.
Getty Images\ Dir. Reservados.


Se destacar no mais importante campeonato da modalidade é motivo de orgulho para um atleta. Não é diferente com Damiris Dantas. Única brasileira na WNBA (liga norte-americana de basquete feminino), ela é peça-chave do Minnesota Lynx, que disputa vaga nas semifinais nesta quinta-feira (17), contra o Phoenix Mercury às 20h (horário de Brasília). Não à toa, a ala-pivô, de 27 anos, teve o contrato renovado por mais duas temporadas antes mesmo da atual terminar.
“Aconteceu na semana passada, quando a técnica fez contato com a minha empresária. Fiquei meio surpresa, porque esperava que isso acontecesse só depois da temporada, mas fiquei muito feliz. Nem tive muito o que pensar. Fizemos um acordo e assinei. Sim, isso tira um pouquinho do peso das costas. É aquele pensamento: já estou dentro. Agora é só me preocupar em jogar mais dois anos no time e terminar bem essa temporada”, afirmou a paulista em entrevista coletiva por videoconferência.
 
 
Damiris é uma das únicas três atletas do Lynx que foi titular em todas as partidas da fase de classificação, com média superior a 26 minutos em quadra por duelo. Na atual temporada, ela quebrou o recorde pessoal de pontos em um jogo, assinalando 28 na vitória de 86 a 83 sobre o Chicago Sky, no dia 2 de setembro, com 100% de aproveitamento nas bolas de três pontos. Foi a quinta melhor atuação de um atleta brasileiro, homem ou mulher, no basquete norte-americano.
“A técnica queria isso de mim, que eu jogasse mais, chamasse a responsabilidade, que teria mais jogadas para definir. Isso foi acontecendo e fui me soltando mais”, explicou a ala-pivô, que teve que se adaptar a uma nova função em quadra após a lesão da experiente pivô Sylvia Fowles, tricampeã olímpica pela seleção dos Estados Unidos.
“Quando a Syl se machucou, ficamos sem uma pivô e a técnica falou para mim: é você. É uma posição nova, que joguei faz muito tempo. A Syl faz uma falta grande para o time, dá uma segurança grande. Tive que assimilar a responsabilidade, mas foi uma coisa natural. O time foi me ajudando e os números melhorando. Estou feliz com meu desempenho na temporada regular e espero seguir assim nos playoffs”, disse a paulista, que está na sexta temporada na WNBA.
Damiris busca o primeiro título na liga norte-americana. A ala-pivô foi revelada no instituto da ex-jogadora Janeth, campeã mundial pela seleção brasileira em 1994, e maior jogadora do país na história da WNBA, atuando pelo Houston Comets, com quatro conquistas entre 1997 (na primeira edição do campeonato) e 2000. Em 2001, ela fez parte da equipe ideal da competição.

Mata-mata:

A pandemia do novo coronavírus (covid-19) obrigou o calendário da WNBA a ser readequado. Assim como a NBA, que é a liga masculina, o torneio feminino ocorre em uma bolha, com jogadoras e comissões técnicas seguindo protocolos rigorosos de saúde e se enfrentando sem presença de público na IMG Academy, em Bradenton (Flórida). Já o mata-mata segue com o formato adotado desde 2016, com partidas únicas entre os times nas duas primeiras fases. Nas semifinais e na decisão, as equipes se enfrentam em uma melhor de cinco.
O Minnesota Lynx, franquia de Damiris, fez a quarta melhor campanha da etapa classificatória e foi direto à segunda fase, para enfrentar o ganhador de Phoenix Mercury e Washington Mystics, atual campeão. “Escolher adversário não é muito a minha praia, porque na WNBA não tem jogo fácil”, comentou a brasileira na terça-feira (15), horas antes da partida, admitindo preferência pelo formato atual do playoff. “É mais rápido, sem aquela pressão toda. Se perdeu, vai embora. Se ganhou, vai para a outra fase”, resumiu.
Uma cesta da armadora Shey Peddy, a menos de um segundo do fim, decretou a vitória do Mercury por 85 a 84, classificando o time para encarar o Lynx. Será o terceiro duelo entre as equipes na temporada. Em 21 de agosto, o time de Damiris venceu por 90 a 80, com a brasileira marcando 19 pontos, com três assistências e seis rebotes. Nove dias depois, a franquia de Phoenix deu o troco e fez 83 a 79, com a paulista anotando nove pontos na partida.
 
 
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