MENU

25/04/2019 às 16h57min - Atualizada em 25/04/2019 às 16h57min

Superintende do Saema presta esclarecimentos sobre mau cheiro em Marialva.

Da Ass. Com. Câmara
Ass.Com.Câmara


O mau cheiro que tem incomodado os moradores da região do Ginásio de Esportes e do Cine Teatro é proveniente da estação elevatória de esgoto localizada no Jardim Itália. O esclarecimento foi prestado pelo Superintende do Saema, Luiz Stefano, que fez o uso da Tribuna Livre, antes do início da sessão ordinária da Câmara Municipal de Marialva da última segunda-feira (22). 

Segundo o superintende, as reclamações do mau cheiro vêm desde 2016.  “Na época, o mau cheiro se concentrava em três pontos críticos da Avenida Colombo. Os funcionários desviaram o trajeto do esgoto da avenida para a Rua Nereu Ramos. Mas o mau cheiro se acentuou porque começou a atingir um maior número de moradores. Os vereadores me procuraram, fizemos reunião com os moradores locais e voltamos a jogar o esgoto na tubulação da avenida, que se inicia na altura da garapeira, desce até a praça Santos Dumont e segue para o destino final na lagoa de tratamento da estrada cooperativa”, relatou.
 
A autarquia tem estudado várias alternativas para minimizar o problema. “Alternamos o horário de uso, colocamos respiradouros junto aos postes, fizemos um novo poço de visita, contratamos um caminhão auto fossa para fazer lavagem semanalmente na estação elevatória, mas não foi o suficiente”, justificou. 

Stefano afirmou que dentro da próxima semana, a Saema vai iniciar uma obra para aprofundar ainda mais o poço de visita. “Ele funciona da mesma forma como acontece com a patente. O mau cheiro não volta porque a água bloqueia”, explicou. Caso o problema persista, será necessário a construção de um novo emissário, que vai demandar R$ 120 mil de recursos. “Acredito que um novo emissário, margeando a linha férrea até a rua Irene Irene Fabene, resolveria a questão. Mas, como a Saema não tem dotação para realizar essa obra, precisaremos de aporte da Prefeitura e, toda licitação, obedece o processo licitatório, em geral, leva três a quatro meses para ser concluído”, disse. 

Estações Elevatórias
As estações elevatórias têm a função de bombear e injetar pressão para levar o esgoto a um nível superior, até uma altura em que, por declividade, ele se dirija até uma lagoa de tratamento. Atualmente, Marialva conta com duas estações elevatórias. Os projetos de execução de outras cinco, de acordo com Stefano, foram aprovados pela gestão anterior. 

“Sabemos que a estação elevatória não é o ideal para o Município. Hoje existe uma tecnologia, que seria ideal: a estação de tratamento compacta. O Prefeito Victor Marinti está tentando em Brasília, junto ao Funasa, viabilizar recurso suficiente para substituir a estação elevatória, prevista no projeto inicial do Conjunto João de Barro, por uma estação de tratamento compacta”, revelou. 

Na avaliação do superintendente a estrutura existente no Município está no “limite” de sua capacidade e que, para suportar o recebimento do esgoto de todas as sete estações elevatórias, seria necessário fazer uma ampliação na lagoa de tratamento do Ribeirão Aquidaban. 

Rede de esgoto
A Prefeitura já deu início às obras da rede de esgoto que vai atender o Jardim Planalto, João de Barro, Renato Ungari e Nemecio Reis Inácio.  Ainda não possuem rede de esgoto as sedes de Aquidaban, São Luiz, Santa Fé, e parte da sede de Cambuí. Os jardins Planalto II, Santa Rita, Yamanaka contam com rede de esgoto, mas fora de funcionamento.  A estimativa do superintendente é de que há na cidade 4 mil fossas sépticas. 
Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Fale pelo Whatsapp
Fale Conosco
Fale conosco pelo Whatsapp.