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04/02/2020 às 15h35min - Atualizada em 04/02/2020 às 15h35min

Governo do Estado discute sanidade animal no Show Rural

Show Rural

Da ANPr.
Evandro Fadel SEAB


O governo do Estado, por meio do Sistema Estadual de Agricultura, participou nesta segunda-feira (03) do Fórum de Sanidade, promovido pela Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), no primeiro dia do Show Rural, em Cascavel. O evento reúne 650 expositores e deve ter a presença de aproximadamente 250 mil visitantes até sexta-feira.
“A sanidade é requisito fundamental para estar presente no mercado mundial”, disse o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, a um auditório com aproximadamente 300 pessoas. “Se tem qualidades, se tem virtudes, se não tem problemas de sanidade, mostre isso de forma eficaz”, apelou.
Segundo ele, o primeiro interessado em ter uma boa sanidade tem de ser o produtor e, depois, a indústria que faz a transformação. “Se esses dois não estiverem interessados não tem sentido, o governo não pode impor na marra”, afirmou. O secretário destacou que o Estado é uma entidade de auxílio. “Ele está ali para ajudar, para penalizar quem não faz bem-feito e para enaltecer quem o faz, para que as coisas andem.”
 
EVOLUÇÃO - Durante a exposição, Ortigara fez um histórico dos esforços feitos há décadas para que o Estado possa, em 27 de maio de 2021, ser declarado pela Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE) como livre de febre aftosa sem vacinação e ter reconhecida a separação territorial em relação à peste suína clássica, constituindo um bloco à parte entre os Estados brasileiros.
“Estamos evoluindo bem, nos últimos anos a pegada foi mais consistente e estamos subindo a régua paranaense para atender os mercados mais exigentes do mundo”, disse. “Dois terços do mercado mundial de carne suína não estava aberto ao Paraná porque a gente ainda vacinava os bois e búfalos contra aftosa até novembro. Não estávamos disputando mercados importantes como Japão, Coreia e outros.”
Ortigara ressaltou, no entanto, a necessidade de se ter competência. “A retirada da vacina abre o caminho, abre o mercado e facilita o jogo mundial, mas quem vende é a competência comercial, a boa qualidade e o bom preço”, afirmou.
 
AVANÇOS - No mesmo evento, o ex-secretário da Agricultura de Santa Catarina, único estado com reconhecimento de livre de febre aftosa sem vacinação, Airton Spies, reforçou o trabalho fundamental da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) para manter a conquista e conclamou os dois Estados para dar exemplo ao mundo desenvolvido no que se refere à sanidade.
“A segurança sanitária é um patrimônio inegociável”, salientou. No que foi seguido pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. “A sanidade talvez seja o assunto mais importante do momento”, disse.
Entre os avanços do Paraná no que se refere à sanidade, Ortigara destacou a criação da Adapar e a constituição do Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária do Paraná (Fundepec), que hoje tem cerca de R$ 78 milhões e se destina à indenização no caso de necessidade de sacrifício de animais. Ele também destacou o trabalho de vigilância ativa e passiva feita pelos técnicos e a constituição de um cadastro do rebanho, que todo produtor tem obrigação de atualizar duas vezes por ano.
 
Dessa forma, o Estado tem condições de monitorar toda a movimentação de animais no território paranaense, com condições de ação imediata caso haja qualquer suspeita. Além disso, foram construímos marcos de barreiras sanitárias em todo o Estado com vistas à monitoração do trânsito. E há previsão de concurso para mais 30 médicos veterinários e 50 técnicos agropecuários. “É um conjunto grande de atitudes”, disse o secretário.
Ele ressaltou, ainda, que o trabalho de vigilância não se restringe à pecuária, mas estende-se ao setor vegetal. Atualmente, há trabalhos consistentes realizados em relação ao controle da ferrugem da soja e doenças que atingem o milho, trigo, olericultura e fruticultura, entre outros produtos. Além do controle da qualidade de fertilizantes, certificado de qualidade das mudas e cuidados com o solo. “Estamos felizes com os avanços, mas precisamos manter a vigilância”, convocou.
 
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