MENU

04/02/2020 às 13h47min - Atualizada em 04/02/2020 às 13h47min

Após 47 anos de aliança, Reino Unido deixa União Europeia.

União Europeia

Da Ag Estado.
logodownload.org.br


Mais de 3 anos após referendo do Brexit, Reino Unido deixou oficialmente a União Europeia. Foram quase 47 anos de preponderância europeia, o Brexit aconteceu no último segundo da sexta-feira (31), e se tornou o primeiro país a abandonar a União Europeia  (UE).

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, pediu na  véspera quinta-feira (30) que o país supere a divisão provocada pelo processo do Brexit e comemorou a “nova era” que se iniciou na noite em que o país deixou a União Europeia (UE).
“Para muita gente esse é um assombroso momento de esperança, um momento que pensavam que nunca chegaria. Há muitos, certamente, que estão com uma sensação de ansiedade e perda”, admitiu Johnson em um discurso pré-gravado que foi divulgado uma hora antes da oficialização do Brexit.
As zonas industriais do norte da Inglaterra, abaladas pela estagnação econômica,  foram essenciais para que Johnson conquistasse a maioria absoluta na Câmara dos Comuns e conseguisse aprovar, depois de uma longa novela, o acordo de saída com a UE. A região era até então um reduto da oposição trabalhista.

Comemorações e lágrimas

Defensores do Brexit se reuniram com bandeiras britânicas para uma grande festa diante do Parlamento de Westminster, que durante três anos foi cenário dos intensos debates sobre a questão mais importante e divisiva na história recente do país.
Muitas águas rolaram desde a vitória do Brexit na consulta de 2016, quando 52% dos britânicos votaram a favor da saída do bloco europeu. Contudo, uma pesquisa publicada esta semana aponta que apenas 30% dos pró-UE concluíram o “luto” psicológico da ruptura.
Uma tristeza especial afeta muitas pessoas na Escócia, nação semiautônoma britânica que votou contra o Brexit e onde, por decisão de seu Parlamento, a bandeira europeia permanecerá hasteada.
Na Irlanda do Norte, onde teme-se que o Brexit desestabilize uma paz dificilmente alcançada após três décadas de um confronto violento, os pró-europeus ergueram em Belfast um cartaz que dizia “Esta ilha rejeita o Brexit”.

47 anos de relação complicada

O Reino Unido entrou na Comunidade Econômica Europeia – antecessora da UE – em 1973, depois de sofrer dois vetos da França, em 1963 e 1967, preocupada com a possibilidade de o país ser um “cavalo de Troia” dos Estados Unidos.
A relação entre Londres e Bruxelas sempre foi complicada. Os britânicos não adotaram a moeda única, nem a livre-circulação de pessoas, pediram uma importante redução de sua participação no orçamento europeu e sempre foram contrários a uma integração política maior.
Apesar das dificuldades de relacionamento, o resultado do referendo surpreendeu muitos analistas. Alguns o explicaram como uma reação desesperada    dos esquecidos pela globalização, que desta maneira desejavam ser ouvidos.
O Brexit estava previsto para 29 de março de 2019. Mas a disputa no Parlamento entre os defensores da saída e os críticos provocou mais de três anos de ásperos debates e paralisação política.

“Isolamento esplêndido”

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, advertiu para os riscos de um “isolamento esplêndido”, referência ao termo usado para definir a política externa do Reino Unido no século XIX, quando o país permaneceu à margem do continente europeu.
 
A partir do último sábado, embora pouco mude na realidade no período de transição previsto até dezembro, o Reino Unido cavalgará de modo solitário.
Johnson terá pela frente a difícil missão de negociar acordos comerciais com a UE, mas também com os Estados Unidos, sua grande aposta para substituir seu principal sócio nesta área.
“Agora, poderão fazer as coisas de forma diferente”, afirmou o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, na quinta-feira em Londres, antes de apontar os “enormes benefícios” desta liberdade

Mas as negociações não serão fáceis: Washington pressionará por mais flexibilidade de Londres nas áreas de saúde e meio ambiente, enquanto Bruxelas – que teme uma concorrência desleal – pedirá respeito aos padrões trabalhistas e ecológicos.
Na mesma linha, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, disse que a Europa será “muito firme” nestas negociações e que “não aceitará” possíveis políticas desleais.
Contudo, não alcançar um acordo comercial a tempo simbolizaria uma “ameaça existencial” à economia da vizinha Irlanda, alertou seu primeiro-ministro, Leo Varadkar.
 
PARCEIROS CLUBE EXPRESS
Maringá
-Veículos:
   Golden Car  Locadora
- Animais:
   Animal Center Maringá
- Alimentos e Bebidas
  Fatima Rico Tortas
- Lojas:
  Ricardo Eletro
- Clínicas:
  Clínica da Alma
- Vida Saudável
  Armazém Vida Saudável
Marialva:
- Papelarias:
  Papelaria Planalto   
Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Fale pelo Whatsapp
Fale Conosco
Precisa de ajuda? fale conosco pelo Whatsapp